7.7.09
5.7.09
Vida Corrida
Só corro!
Só morro!
Já morro.
Deus, socorro!?
Uma tentativa de voltar à ativa poética. A gente só sabe se consegue tentando.
Só morro!
Já morro.
Deus, socorro!?
Uma tentativa de voltar à ativa poética. A gente só sabe se consegue tentando.
4.7.09
CONSTATAÇÃO
Eu não aguento
Eu fico louco
E me arrebento
Daqui a pouco
Por um momento
Sinto-me oco
Não há talento
Sou um toco
Poema originalmente publicado no livro Gritos de Liberdade, Papel & Virtual Editora, Rio de Janeiro, 2003.
3.7.09
TEMPO
Dormir, por um segundo,
É risco de não vir
A ter mais o mundo
No segundo do porvir.
Todo cuidado é pouco
No segundo fatal,
Melhor não ser louco
De perder a hora matinal.
Um segundo traz a vida
E a molda no espaço
Da existência à partida
Ao ritmo de um compasso.
Um segundo leva a vida
E a sopra o vento
Sobre a flor umedecida
De lágrimas e pensamento.
É risco de não vir
A ter mais o mundo
No segundo do porvir.
Todo cuidado é pouco
No segundo fatal,
Melhor não ser louco
De perder a hora matinal.
Um segundo traz a vida
E a molda no espaço
Da existência à partida
Ao ritmo de um compasso.
Um segundo leva a vida
E a sopra o vento
Sobre a flor umedecida
De lágrimas e pensamento.
30.6.09
Espuma Temporária
Quem sou eu? Nada sei de mim
transparente espuma temporária
vago no abismo da estratosfera
sem passado e sem futuro
um abismo em mim mesmo
uma pena que se move
sobre a folha nua
na tentativa
inútil
útil
til
a
me
ema
que voe
que tenha asas
de escrever um poema
27.6.09
28.12.08
um micropoema a São José dos Campos
Paisagem De um lado barulhenta a Cidade carro e gente que corre como sangue da cidade nas ruas e avenidas entre pedras e concretos Do outro o Banhado e com assiduidade o Sol em silêncio silenciando a Cidade 2005 |
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10.12.08
Quisera eu mudar o mundo
Quisera eu mudar o mundo este mundo miserável imundo Ainda existem senhores de escravos exploradores de crianças dilaceradores de esperanças Ainda existe fome no mundo enquanto uns nadam em dinheiro Ainda existem guerras no mundo |
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22.10.08
"Se..."
Rudyard Kipling
.Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses, no entanto, achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;
.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires;
De sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores;
Se, encontrando a Derrota e o Triunfo, conseguires
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;
.
Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste, em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
A dar, seja o que for, que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exautos, contudo
Resta a vontade em ti que ainda ordena: Persiste!
.
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre Reis, não perderes a naturalidade;
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes;
Se a todos podes ser de alguma utilidade;
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal, todo valor e brilho:
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo,
E - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!
.
Tradução de Guilherme de Almeida
20.7.08
Charles Chaplin
Olá, segue abaixo o link para um vídeo bacana do Charles Chaplin:
http://br.youtube.com/watch?v=FPzgq8sNbMI
http://br.youtube.com/watch?v=FPzgq8sNbMI
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